Quando a memória vai, o amor fica
Minha vó tem 80 anos e, de uns anos para cá, o Alzheimer apareceu. É uma doença tão difícil de lidar, um verdadeiro misto de sentimentos que nem sempre sei como expressar.
Ela se lembra de coisas que aconteceram há muitos anos, mas não lembra das coisas simples do dia a dia: se tomou café, se almoçou, que dia da semana é ou que horas são. Às vezes, não se lembra de que sou sua neta, nem mesmo de quem é a minha mãe.
No começo foi difícil e ainda é. Os dias parecem sempre iguais, com as mesmas palavras, as mesmas conversas e as mesmas perguntas, repetidas a toda hora, a todo momento.
Sei que jamais vou comer novamente seu pão caseiro maravilhoso, nem sentir o gosto da sua comida tão especial. Agora, ela já não sabe mais cozinhar, não lembra mais a receita do pão que fazia com tanto carinho.
São coisas que não entendemos o porquê, mas que nos ensinam a aproveitar cada momento ao lado de quem amamos, pois não sabemos o dia de amanhã.
Ficam as lembranças de um tempo maravilhoso, guardadas no coração.
Bom, vou ter que parar por aqui, pois ás lágrimas tomaram conta.
Apesar de tudo. Te amo, Vó! <3
Até a próxima!
Ana Caroline W.
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